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Nelcy Romão
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Natural da cidade de Mantena na região Leste do Estado de Minas Gerais, Nelcy Romão já demonstrava interesse por esportes e dava os primeiros sinais de que um dia descobriria ser o seu maior talento.
Nelcy cresceu ouvindo ráio e aos 9 anos comprou em sociedade com os irmãos mais velhos um aparelho de rádio da marca "ABC VOZ DE OURO".
Aos domingos acompanhava até o campinho de pelada da Vila, os irmãos mais velhos que jogavam no time do bairro e durante o "jogo" Nelcy ficava encarregado de tomar conta do radinho de pilha e anunciar os irmãos quando saia um gol. Naquela época, Atlético, Cruzeiro e América, Flamengo, Corinthians faziam partidas memoráveis, e dava prazer escutar os maiores locutores que o rádio Brasileiro já teve: Jota Junior, Villybaldo Alves, Jorge Curi, Waldir Amaral, Osmar Santos e as opiniões folclóricas de Kafunga, João Saldanha entre outros. Era uma tarefa difícil porque a sintonia não era perfeita e a Rádio Globo ou a Guarani chegavam com muita interferência.
Nelcy tentou jogar futebol, mas sem sucesso. E apesar de achar que é a pessoa pior dotada para praticar esse esporte, iniciou de criança uma paixão incontrolável pelo rádio.
Aos 16 anos empunhou pela primeira vez o microfone para cantar o bingo no mês de maio na Igreja Matriz de Santo Antônio em Mantena. Seis meses depois incentivado por amigos, se inscrevendo para um teste na recém-criada ZYL 311 Rádio Treze de Junho de Mantena. Nelcy foi o melhor entre todos os participantes e passou a gravar textos e comerciais até ganhar a oportunidade de ser contratado. Um ano depois Nelcy passou a ser repórter de campo nos jogos do campeonato regional e seis meses depois fez outro teste, desta vez para narrador e nunca mais parou.
De lá para cá foram muitas barreiras ultrapassadas, mas felizmente segue sua carreira firme e forte a serviço do rádio. Em 1985 conheceu o estádio Maracanã, fato que ficou gravado em minha retina, tudo que aconteceu naquele dia desde a viagem até a entrada no maior estádio do mundo. Era a final do campeonato carioca, jogavam Fluminense e Bangú. Eu transmiti parte do jogo, narrei o segundo tempo, o Flu foi campeão 2 a 1, narrei o gol do título (Paulinho cobrando falta, um golaço) o Juiz era José Roberto Rhaite. Nesse jogo, Roberto Moutinho então coordenador de esportes da Rádio Educadora de Cel. Fabriciano, perguntou-me se eu tinha coragem de vir para o Vale do Aço trabalhar na emissora. Aceitei o desafio, fiquei uma semana no Hotel e fugi, uma semana depois Gilberto Mineiros na época diretor artístico convenceu-me a retornar e assim o fiz. Em 1987 Jonas Conti retornou para uma emissora da capital e indicou meu nome para Rádio Vanguarda onde trabalhei até 1990, depois passei o período de 1991 a 1995 nos Estados Unidos onde estudei e trabalhei. Retornei em 1995 fiquei mais um ano na Vanguarda e fui coordenar a equipe de esportes da Itatiaia Vale do Aço, em 2001 retornei à Rádio Vanguarda onde sinto que vivo um grande momento. Aqui ganhei em 2003 o prêmio da Associação Mineira de Cronistas Esportivos como melhor locutor esportivo, em eleição direta pelo povo. Até aqui transmiti diversas partidas memoráveis incontáveis até, mas sem dúvidas a primeira jornada internacional a gente nunca esquece, foi durante as eliminatórias para copa do mundo da Itália em 1989 em Santiago do Chile no Estádio Nacional pela Rádio Vanguarda, o Brasil empatou 1 a 1, gol do Romário. Destaco ainda a final do mundial de clubes no estádio nacional de Tokio no Japão em Novembro de 1997 pela Rede Itatiaia. O Cruzeiro perdeu para o Borussia Dortmon. Outra inesquecível, a copa do Mundo dos Estados Unidos em 1994 pela Rádio Vanguarda, o Brasil ganhou o tetra.
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